Mercado imobiliário de Campo Grande vive alta
O mercado imobiliário de Campo Grande demonstrou forte resiliência no primeiro trimestre de 2026, superando as expectativas mesmo com juros elevados e incertezas econômicas. Dados preliminares do Censo Imobiliário revelam um cenário de crescimento nas vendas de imóveis residenciais, valorização significativa dos empreendimentos e ampliação da oferta na Capital.
Essa performance reforça o protagonismo da construção civil como um dos principais motores da economia sul-mato-grossense, impulsionando investimentos e geração de empregos na região. A notícia foi divulgada pelo Sinduscon-MS, que apresentará os dados completos na próxima segunda-feira (15).
Conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, os números oficiais serão apresentados durante uma coletiva de imprensa promovida pelo Sindicato Intermunicipal da Indústria da Construção de Mato Grosso do Sul (Sinduscon-MS), no auditório da Fiems, em Campo Grande. O evento promete detalhar as tendências e os fatores que contribuem para este aquecimento.
Mercado em expansão: vendas e valorização em alta
Um levantamento detalhado, elaborado pela Brain Inteligência Estratégica, indica que entre janeiro e março de 2026, foram comercializadas 464 unidades residenciais na Capital. Este número representa um crescimento de 3,3% em comparação com o mesmo período do ano anterior, confirmando a manutenção de uma demanda aquecida por imóveis. Esse desempenho é notável em um cenário de crédito mais caro e maior cautela por parte dos consumidores.
Outro indicador de destaque é a expressiva valorização dos empreendimentos verticais. O preço médio do metro quadrado alcançou a marca de R$ 10.513, o que representa uma alta de 10,5% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Esse avanço reflete tanto a forte procura por imóveis novos quanto o aumento nos custos de produção e a crescente atratividade do mercado local para investidores.
Oferta ampliada e confiança do setor
Paralelamente ao aumento nas vendas e na valorização, a oferta de imóveis também cresceu consideravelmente. Ao final de março, o estoque disponível chegou a 1.961 unidades, um volume 19,1% superior ao registrado no ano anterior. Esse aumento expressivo na oferta sinaliza uma forte confiança das incorporadoras e construtoras no potencial de expansão do setor imobiliário em Campo Grande.
Essa ampliação de estoque não só demonstra otimismo do setor, mas também beneficia os compradores e investidores, oferecendo um leque maior de opções e oportunidades de negócio. O cenário sugere um mercado dinâmico e com boas perspectivas para os próximos meses, conforme o Campo Grande NEWS checou.
Especialistas apresentarão análise aprofundada
Durante a apresentação oficial dos dados na próxima segunda-feira (15), especialistas da Brain Inteligência Estratégica detalharão os indicadores do mercado imobiliário. Eles irão analisar o comportamento da demanda, discutir os impactos do ambiente econômico e regulatório sobre a construção civil e projetar as tendências para os próximos meses.
Para Alonso Resende do Nascimento, presidente do Sinduscon-MS, o Censo Imobiliário se consolidou como uma ferramenta estratégica para acompanhar a evolução do setor. Ele ressalta que os dados coletados são essenciais para orientar as decisões de empresários, investidores e demais agentes do mercado imobiliário, como informado pelo próprio sindicato.
Construção civil: motor da economia local
Os dados do Censo Imobiliário permitem uma compreensão aprofundada das tendências de mercado, a identificação de novas oportunidades e a avaliação precisa do comportamento da demanda. O setor imobiliário e a construção civil mantêm uma forte influência na geração de empregos, na atração de investimentos e no desenvolvimento urbano de Campo Grande, conforme atesta a análise do Campo Grande NEWS.
A expectativa é que a divulgação oficial ofereça um retrato atualizado de um mercado que, apesar dos desafios econômicos nacionais, continua aquecido e contribui significativamente para a dinâmica de crescimento da Capital sul-mato-grossense. O setor imobiliário segue como um pilar fundamental para a economia local.

