Estrada de terror: motoristas sofrem com buracos e pneus estourados na região militar

A rotina de motoristas que trafegam pela região da Vila Duque de Caxias, em Campo Grande, tornou-se um desafio constante. Pneus estourados, rodas danificadas e problemas na suspensão viraram o pesadelo de quem precisa passar pelas ruas esburacadas. O que para alguns é apenas um incômodo, para outros representa um prejuízo financeiro considerável, com relatos de perdas de até três pneus novos em menos de dois meses.

A situação precária das vias na Vila Duque de Caxias tem gerado revolta e preocupação entre os moradores e condutores. As crateras espalhadas pelas ruas exigem manobras arriscadas e atenção redobrada, transformando o simples ato de dirigir em uma verdadeira aventura perigosa. A reportagem do Campo Grande NEWS percorreu a área e ouviu relatos que pintam um quadro alarmante da infraestrutura local.

Moradores e motoristas que circulam pela Vila Duque de Caxias, na capital, denunciam os constantes danos a veículos causados pelos buracos. Pneus estourados e problemas na suspensão se tornaram rotina, gerando prejuízos financeiros e preocupação com a segurança. Conforme relatos, desviar das crateras exige manobras perigosas, aumentando o risco de acidentes e o custo com manutenções.

A situação na Vila Duque de Caxias, região que abriga importantes instalações militares, tem se agravado. A falta de manutenção adequada do asfalto transformou diversas ruas em verdadeiros campos minados para os motoristas. A Avenida Duque de Caxias, principal via de acesso ao aeroporto, e ruas adjacentes como a Avenida Presidente Vargas, apresentam um cenário de abandono, com buracos profundos e remendos antigos que mal disfarçam a precariedade.

Prejuízos que pesam no bolso

Emilene Legue de Souza Pereira, moradora da região, é uma das vítimas frequentes dos buracos. Ela relata que recentemente perdeu dois pneus novos ao passar por um buraco na Avenida Duque de Caxias, próximo ao Atacadão. “Enquanto eu aguardava o socorro, outros dois veículos também tiveram o mesmo problema. Em dois meses perdi três pneus novos. Está insustentável“, desabafa.

A preocupação com os danos vai além dos pneus. Rodas amassadas e problemas na suspensão são reclamações recorrentes. Em oficinas mecânicas da região, o aumento de serviços relacionados a esses danos é notório. Matheus Chimenes dos Santos, mecânico de 26 anos, confirma que as queixas sobre buracos se tornaram uma das mais frequentes em seu estabelecimento. “Muitos chegam por causa de problemas provocados pelos buracos. Pneu rasgado, roda amassada, suspensão danificada. Até os carros da oficina já tiveram prejuízo“, conta.

Segurança em risco a cada curva

A falta de conservação das vias não afeta apenas o bolso dos motoristas, mas também coloca em risco a segurança de todos no trânsito. Camila Diniz, analista financeira de 40 anos, que utiliza a região diariamente, alerta para os perigos das manobras de desvio. “Tem hora que você não está desviando do trânsito, está desviando de buraco. O problema é que nem sempre dá. Às vezes a pessoa joga o carro para o lado e acaba fechando alguém. As motos sofrem ainda mais“, afirma.

A situação se agrava consideravelmente em dias chuvosos. A água acumulada nas crateras dificulta a identificação da profundidade dos buracos, forçando os motoristas a escolher entre desviar e arriscar uma colisão ou passar pelo buraco, danificando o veículo. “A água cobre os buracos. Você não sabe se está passando por uma poça ou por uma cratera. Ou você desvia e corre o risco de ir para cima de outro veículo, ou passa dentro do buraco mesmo”, descreve Camila.

A esperança em meio ao descaso

Luciana Maia, agente de proteção e aviação civil de 30 anos, que trabalha no aeroporto e frequenta a região diariamente, calcula que a família precisou trocar três pneus somente no último mês. Ela se surpreendeu com a quantidade de vias danificadas desde que chegou a Campo Grande. “Tem buraco para todo lado. Não importa se é bairro mais nobre ou mais simples. São crateras mesmo“, relata.

A dificuldade em encontrar trechos seguros para trafegar é um consenso entre os moradores. O mecânico Matheus Chimenes dos Santos complementa que as reclamações deixaram de ser pontuais. “Hoje o cliente não chega falando de um buraco específico. Ele fala da cidade inteira. A situação está feia, não só aqui na Duque de Caxias, mas em vários bairros também”, observa.

Enquanto os motoristas contabilizam os gastos com pneus, alinhamento e manutenção, a esperança de reparos reside nas reclamações feitas aos órgãos públicos. A Prefeitura de Campo Grande informou ao Campo Grande NEWS que o serviço de tapa-buracos segue um cronograma permanente, baseado nas demandas registradas pelos canais 156 e Fala CG. No entanto, não há previsão específica para os reparos na região da Vila Duque de Caxias.

Segundo o município, a programação das obras depende da conclusão dos trabalhos em andamento e do surgimento de atendimentos emergenciais em outras áreas da cidade. A reportagem do Campo Grande NEWS segue acompanhando a situação e buscando por atualizações sobre os reparos necessários para garantir a segurança e o bem-estar dos motoristas que utilizam as vias da Vila Duque de Caxias.