Prefeita Adriane Lopes estuda reajuste para servidores municipais de Campo Grande, mas sem percentual definido

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), admitiu nesta segunda-feira (1º) que a administração municipal estuda a possibilidade de conceder um reajuste salarial aos servidores públicos da Capital. No entanto, a chefe do executivo municipal ressaltou que ainda não há um percentual definido para o aumento, mas a expectativa é que ele acompanhe os 4,39% aprovados para os funcionários do Legislativo, um índice que reflete a inflação acumulada nos últimos 12 meses, de acordo com o IPCA. Conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, os salários dos servidores municipais estão congelados desde a última eleição da prefeita, em decorrência da adesão ao Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF) do governo federal, que exige contenção de gastos.

Servidores municipais aguardam definição sobre reajuste salarial

A declaração da prefeita Adriane Lopes ocorreu após uma reunião com os vereadores na Câmara Municipal de Campo Grande. “Está em estudo para ver a viabilidade e como nós vamos fazer”, afirmou Lopes, indicando que a decisão depende de uma análise cuidadosa das finanças públicas. A referência ao índice de 4,39% surge como um norte, pois esse percentual foi o aprovado para os funcionários do Legislativo municipal, equivalente à inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) entre maio de 2025 e abril de 2026. Essa medida reflete a busca por manter o poder de compra dos servidores diante do cenário econômico.

Congelamento salarial e medidas de contenção

Desde que foi reeleita, a prefeita Adriane Lopes não concedeu reajustes aos servidores municipais. No ano passado, o congelamento salarial foi justificado pela adesão de Campo Grande ao PEF. Este plano, estabelecido pelo governo federal, impõe restrições severas nas despesas públicas em troca de uma maior capacidade de investimento por parte dos municípios. A adesão ao programa demonstra o compromisso da gestão em buscar o equilíbrio fiscal, mesmo que isso implique em sacrifícios temporários para os servidores.

Além do congelamento salarial, a administração municipal implementou uma série de outras medidas de contenção de gastos. Entre elas, destacam-se as restrições na contratação de novos funcionários, a revisão minuciosa de contratos administrativos existentes, a redução no consumo de recursos como água, energia elétrica e combustíveis, e a proibição de nomeações, concessão de gratificações e pagamento de diárias, exceto em situações consideradas excepcionais e devidamente justificadas. Essas ações visam garantir a saúde financeira do município a longo prazo.

Em declarações anteriores, a prefeita já havia condicionado o fim do congelamento salarial aos resultados das ações de controle de gastos que estavam sendo implementadas. “Pode durar um ano, como pode durar dois anos. Vai depender muito dos avanços que nós vamos implementar nesse tempo”, disse Lopes na época, sinalizando que o período de restrições poderia ser flexibilizado conforme a melhoria das contas públicas. O Campo Grande NEWS acompanhou de perto essas declarações, reforçando a transparência da gestão.

Expectativa de aumento segue índice da inflação

A possibilidade de um reajuste salarial agora ganha força com a referência ao índice de 4,39% aprovado para os servidores do Legislativo. Este valor representa a variação do IPCA nos últimos doze meses, buscando compensar a perda inflacionária. Para os servidores, que não recebem aumento desde a reeleição de Adriane Lopes, essa notícia traz um alento, embora a confirmação e o percentual exato ainda dependam da análise de viabilidade econômica. O Campo Grande NEWS segue monitorando o desenrolar dessa questão, buscando trazer informações atualizadas para os leitores.

A decisão final sobre o reajuste salarial dos servidores municipais de Campo Grande ainda está em fase de estudos. A prefeita Adriane Lopes enfatizou a necessidade de avaliar a capacidade financeira do município antes de qualquer definição. A comunidade de servidores aguarda com expectativa os próximos passos da gestão municipal, na esperança de que as finanças permitam a concessão do aumento pleiteado, que visa, principalmente, recompor o poder de compra frente à inflação.