A defesa do cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, protocolará nesta quinta-feira (21) um pedido de habeas corpus na Justiça para conseguir a soltura do médico. Jazbik está preso desde segunda-feira (18) sob acusação de posse ilegal de arma de fogo, após a morte de sua esposa, a fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 51 anos, encontrada sem vida com um tiro na cabeça na residência do casal. O caso, ocorrido na Chácara dos Poderes, em Campo Grande, é investigado pela polícia sob suspeita de feminicídio.
Segundo o advogado de defesa, José Belga Trad, não há fundamentos para que o médico permaneça detido. A investigação policial foi acionada pelo próprio cardiologista, que inicialmente informou que sua esposa teria cometido suicídio. No entanto, ao chegarem ao local, os policiais notaram inconsistências na cena, o que levou à convocação da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) e da perícia técnica.
Detenção por posse ilegal de arma
A prisão de João Jazbik ocorreu em decorrência da ausência de documentação legal para algumas das armas encontradas na residência de alto padrão do casal. Desde então, o médico permanece detido. A defesa argumenta que a posse ilegal de armas, crime pelo qual ele foi formalmente preso, não justifica a manutenção de sua custódia, especialmente considerando a complexidade do caso e a necessidade de uma investigação aprofundada sobre as circunstâncias da morte de Fabíola Marcotti.
O caso tem gerado grande repercussão na cidade, levantando questões sobre a dinâmica do relacionamento do casal e os eventos que antecederam a tragédia. Conforme o Campo Grande NEWS checou, as autoridades buscam esclarecer todos os detalhes para determinar as responsabilidades. A equipe de investigação da DEAM trabalha para coletar evidências e depoimentos que possam lançar luz sobre o ocorrido, buscando reconstruir os fatos que levaram à morte da fisioterapeuta.
Investigação em andamento
A polícia civil segue com as investigações para apurar as circunstâncias exatas da morte de Fabíola Marcotti. A suspeita de feminicídio é um dos focos principais, e a perícia técnica busca por indícios que possam confirmar ou descartar essa hipótese. A versão apresentada pelo médico, de que a esposa teria tirado a própria vida, está sendo rigorosamente analisada em conjunto com outras provas coletadas no local.
O Campo Grande NEWS acompanhou de perto os desdobramentos iniciais, noticiando a rápida atuação das forças de segurança. A residência do casal foi isolada para a realização da perícia, e a presença de armas de fogo sem a devida regularização legal se tornou um ponto central na prisão do cardiologista. A defesa, por sua vez, foca em demonstrar que a posse irregular de armas não implica em culpa direta no evento fatal e que a prisão preventiva seria desproporcional.
Habeas Corpus como estratégia
O pedido de habeas corpus é a principal estratégia da defesa para reverter a prisão de João Jazbik. O advogado José Belga Trad acredita que a Justiça analisará os argumentos apresentados e reconhecerá a falta de elementos concretos que justifiquem a prisão preventiva do médico neste momento. A expectativa é que o pedido seja analisado com celeridade, dada a urgência da situação.
A comunidade local aguarda por respostas sobre o caso, que chocou os moradores da Chácara dos Poderes. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a confiança na condução das investigações pelas autoridades é fundamental para que a justiça seja feita. O desdobramento do pedido de habeas corpus será crucial para os próximos passos do processo judicial e para o andamento da apuração sobre a morte de Fabíola Marcotti.

