2026: Ano Eleitoral Pode Impulsionar Redução da Jornada de Trabalho e Fim da Escala 6×1

Luiz Marinho defende que ano eleitoral pode ser favorável para a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e o fim da escala 6×1, argumentando que a mobilização popular pode influenciar decisões no Congresso Nacional.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, expressou otimismo quanto à possibilidade de o ano de 2026 ser um marco para a aprovação de importantes mudanças nas leis trabalhistas brasileiras. Ele acredita que a redução da jornada semanal para 40 horas e o fim da escala 6×1, que impõe seis dias consecutivos de trabalho, podem ganhar força em um cenário eleitoral.

Segundo Marinho, a proximidade das eleições pode, paradoxalmente, facilitar o avanço dessas pautas. Ele ressaltou que a **mobilização social e das categorias trabalhadoras** é o fator determinante para que o tema ganhe a devida atenção e seja aprovado pelos parlamentares.

O ministro comparou a situação atual com a aprovação da isenção do Imposto de Renda para rendas de até R$ 5 mil, que obteve unanimidade no Congresso. Ele atribuiu essa aprovação ao “calor das ruas”, indicando que a pressão popular pode forçar decisões políticas mesmo em debates que inicialmente pareciam hostis, conforme divulgado em coletiva de imprensa sobre dados de emprego.

Economia Brasileira Madura para Mudanças

Luiz Marinho enfatizou que a economia do Brasil está **plenamente preparada** para suportar a redução da jornada máxima de trabalho. Ele defende que a diminuição para 40 horas semanais é não apenas possível, mas necessária, assim como a busca pela eliminação da escala 6×1, considerada uma prioridade, especialmente para a juventude trabalhadora.

Negociações Coletivas como Solução

O ministro destacou a importância das **negociações coletivas** entre sindicatos e empresas. Ele acredita que esses acordos podem criar mecanismos para garantir que atividades essenciais, que operam 24 horas por dia ou sete dias por semana, não sejam prejudicadas pela extinção da escala 6×1. A ideia é que as partes envolvidas cheguem a um consenso que atenda às necessidades de todos.

Debates no Congresso em Andamento

Atualmente, diversos projetos de lei tramitam no Congresso Nacional abordando a redução da jornada e o fim da escala 6×1. Na Câmara dos Deputados, uma subcomissão especial aprovou a redução gradual da jornada para 40 horas semanais, mas rejeitou o fim da escala 6×1. Já no Senado, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) avançou mais, aprovando tanto o fim da escala 6×1 quanto a redução da jornada para 36 horas semanais, ambas sem corte salarial. Essas propostas seguirão para votação em plenário no próximo ano.

Otimismo com o Avanço das Pautas Trabalhistas

Marinho reiterou que o ano eleitoral não deve ser visto como um impedimento, mas sim como um catalisador para o avanço dessas discussões. Ele ressaltou a necessidade de um debate construtivo, **longe de polarizações eleitorais**, focando nos benefícios que as medidas podem trazer para empresas, trabalhadores, a economia e o ambiente de trabalho como um todo.